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Ouvi falar muito do tripé "CONHECIMENTO-HABILIDADE-ATITUDE", o famoso CHA, ou como diria um gerente que conheci: "O chá da vida". Basicamente, esse conjunto de fatores define a vida profissional e pessoal de qualquer indivíduo, pois é a soma deles que vai definir a trajetória profissional, não só em uma empresa, mas em toda a vida da pessoa, bem como vai influir em sua vida pessoal também.
O primeiro fator - CONHECIMENTO - não define uma liderança, pois existem líderes com grande conhecimento em várias áreas, mas também são encontrados verdadeiros gestores sem grandes conhecimentos, apenas com um ideal e a capacidade de fazer com que as pessoas lutem pelo mesmo ideal. Tome como exemplo muitas ONG´s nascidas em comunidades mais carentes e que se desenvolveram através da capacidade de seus líderes infundirem a necessidade de lutar por aquele objetivo.
O fator seguinte - HABILIDADE - pode ser definido como a capacidade de fazer algo, destreza, e aqui entramos em uma nova controvérsia, pois alguns estudiosos dizem que somente as habilidades motoras - dirigir um carro ou pilotar um avião - podem ser aprendidas, enquanto que outras habilidades, como, por exemplo, a capacidade de influenciar as outras pessoas, são inatas, enquanto outros estudiosos acreditam que podemos desenvolver qualquer habilidade.
Em relação ao terceiro fator - ATITUDE - podemos entendê-lo como o posicionamento do indivíduo em relação às diversas situações que vivemos no dia-a-dia. Podemos ter uma atitude arrogante em relação a determinadas pessoas (ou uma atitude acolhedora), em outros assuntos podemos ter uma atitude positiva - a pessoa que enxerga o copo sempre meio cheio. Iniciativa, pró-atividade e outros são exemplos de atitudes que fazem a diferença quanto avaliamos funcionários ou procuramos alguém para determinado cargo.
Como já definimos que conhecimento não é o diferencial de um líder, nos restam as habilidades e as atitudes. As atitudes são fundamentais para o crescimento pessoal e profissional de uma pessoa, pois, como já disse, elas são o diferencial, algo que faz com que um funcionário trabalhe 35 anos em uma mesma função, muitas vezes reclamando por não receber o que merece ou por não ser reconhecido e outro galgue novos cargos rapidamente, por ter uma atitude pró-ativa, uma atitude que chama as responsabilidades para si e luta pelos seus ideais de vida. Mas muitas das atitudes derivam das habilidades intrínsecas das pessoas. Independente das habilidades serem inatas ou desenvolvidas, algumas influenciam as atitudes das pessoas.
Então, a chave para nossa pergunta inicial está nas habilidades!
Mas qual habilidade especificamente?
Existe uma história sobre Jack Welch, que conta que, quando a GE adquiriu a NBC, ao ser questionado como ele ia gerir uma empresa de uma área que ele não entendia, Welch respondeu que também não entendia como eram construídas as turbinas de avião fabricadas pela GE, mas entendia a alma humana, sabia gerir recursos humanos e financeiros.
Esse é apenas um exemplo, dentre muitos que podemos destacar na história da humanidade. Sempre houve grandes líderes, alguns com muito conhecimento - no sentido amplo - e outros nem tanto... Sempre houve grandes líderes, alguns com atitude positiva e outros nem tanto... Mas todos tinham a habilidade de influenciar as pessoas - positiva ou negativamente - sabiam inspirar um ideal, um objetivo, que todos compartilhavam e seguiam o líder em sua empreitada!
Então, a habilidade de influenciar as pessoas é a principal qualidade de um líder?
É possível desenvolver esta habilidade? Como?
Tendo uma outra habilidade essencial...
A habilidade de Jack Welch: entender a alma humana!
Quando nós temos empatia pelas pessoas que estão à nossa volta, quando nós sabemos entender suas ânsias e seus desejos, compreendemos seus problemas e limitações, enfim, efetivamente conseguimos nos colocar em seu lugar, nós conseguimos descobrir o que faz com que essas pessoas ajam, com que elas se motivem a trabalhar mais, produzir mais ou até mesmo a marchar de braços dados em uma passeata em luta de algum direito!
Agora cabe a cada um de nós descobrir o melhor caminho para tentar desenvolver essa habilidade. Talvez funcione através de um curso de psicologia para alguns, através da simples observação diária para outros... Ou talvez através do amor, como foi dito no livro "O Monge e o Executivo". O que importa é que desenvolvamos essa qualidade.
Fonte: www.rh.com.br
Sérgio D. Nievola
Administrador formado pela Universidade Federal do Paraná, tendo já trabalhado no setor de treinamento e avaliação de outro órgão público, exerceu diversas funções na Caixa Econômica Federal e atualmente trabalhando na Divisão de Recursos Humanos do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, autor de cursos internos de liderança e co-autor de diversos projetos de busca das competências dos servidores públicos através da valorização e da capacitação e instrutor do Programa 5S no âmbito do Poder Judiciário paranaense.