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Título: Escritório continua apostando em crédito de carbono
Data: 15/7/2010 - Fonte: Consultor Jurídico

 

 

O grande desafio dos novos tempos é desenvolver a economia sem agredir o meio ambiente. Em 2012, Estados signatários do Protocolo de Kyoto terão que apresentar relatório sobre as metas para redução de emissão de gases do efeito estufa. Além de modificar seus meios de produção para atingir a meta, países ricos podem comprar títulos de créditos de carbono. "Este mercado dobra de tamanho todos os anos e ainda existe um enorme potencial de crescimento", afirma o advogadoFábio Odaguiri, do escritório Gueratto Odaguiri Advogados.

O advogado é responsável por negociações com cinco prefeituras para a execução de projetos que visam produzir créditos de carbono dentro do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. O processo para geração dos créditos não é simples e  leva mais de seis meses. O empresário que tem um projeto precisa da autorização da ONU para gerar o crédito. Além de financiamento estatal para execução de projeto deste tipo, empresas estrangeiras também têm interesse. As áreas de reflorestamento, suinocultura, lixo, energias, construção, transporte e mineral têm a possibilidade de desenvolver projetos de crédito de carbono.

 


Bom para a imagem
Nos projetos desenvolvidos pelo advogado, as prefeituras têm a possibilidade de gerar a própria energia elétrica. "É um ganho institucional para a prefeitura que não terá que desembolsar a verba para projeto imediatamente", comenta, ao ressaltar que muitos bancos se interessam em financiar esses projetos. Além do apelo ecológico, o projeto deverá ser feito por mão de obra local. "O advogado tem um campo magnífico de atuação, mas precisa ter contatos. É necessário que haja a ligação entre as possíveis empresas produtoras do crédito e as empresas compradoras. Isso só é possível através dos profissionais qualificados para montar o projeto de crédito de carbono", explica Odaguiri. Entretanto, segundo ele, o advogado que possuir conhecimento técnico poderá comandar o projeto.

 


Mais crescimento
O escritório Mello Martins e Associados acaba de criar o Núcleo de Direito Ambiental, dirigido pelo advogado Alexandre Parigot de Souza. Ele atua na condução de negociações públicas e privadas, procedimentos administrativos perante o Ministério Público e autoridades do Governo, e em projetos para indústrias e segmentos de serviços dos Estados Unidos, México, Argentina, Bolívia, Colômbia e Brasil. O escritório também faz análises e estruturação de projetos de energias renováveis para atender ao Protocolo de Kyoto e ao Protocolo de Montreal, com possibilidade de geração de créditos de carbono.

 

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