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Robôs reproduzem ideias. Advogados criam conceitos
SB na Frente

 

Tempo, produtividade e rentabilidade. Por que a tecnologia ainda assusta parte dos profissionais atuantes no mercado jurídico? Será o fim da advocacia causada pelo uso de robôs e outras plataformas tecnológicas? Siga nossa série especial com entrevistas exclusivas sobre Gestão Legal e Mercado Jurídico.

“Robôs reproduzem ideias, enquanto nós, advogados, criamos e modificamos conceitos”. A visão é de Kamille Ziliotto, advogada especialista em Gestão e Controladoria Jurídica, de Curitiba, e vice-presidente da Comissão de Inovação e Gestão na Ordem dos Advogados (OAB/PR). Para ela, a tecnologia cria uma resistência nos profissionais, pois traz ao cotidiano algo que é contrário ao objetivo profissional da maioria, que é a instabilidade, principalmente quando o assunto é método (técnicas) e sistema. “O advogado preocupado em progredir tem de viver em constante aperfeiçoamento, pois uma advocacia de alto padrão nos dias de hoje não é somente jurisprudências e doutrinas, mas também uma boa e estimada administração”.

O uso de robôs e outras plataformas podem agregar na qualificação do advogado. Kamille ressalta como exemplo, que o robô não saberá a estratégia adequada a ser feita sem que proporcione a ele as diretrizes mínimas a serem seguidas, já o advogado tem sempre em mente um ponto inicial. Em linhas gerais, a advocacia dependerá muito do interesse do advogado de hoje buscar o preparo para o futuro próximo.

Tomada de decisão

Tema recorrente também está no avanço tecnológico na esfera jurídica X a substituição da mão de obra por soluções artificiais. A tecnologia seria ou não a garantia da qualidade do tempo para a tomada de decisões do advogado? Kamille analisa que as informações tecnológicas já ganharam significado e espaço na viabilização de decisões jurídicas mais precisas. “Com os indicadores quantitativos e qualitativos advindos de softwares, as ideias se tornam mais concatenadas, e a tomada de decisão chega mais sólida, rápida e embasada. Isto contribui diretamente para a nova advocacia”.

Gestão Legal

Mesmo amplamente difundida no mercado jurídico, a advogada explica que a Gestão Legal ainda gera falta de compreensão de planejamento estratégico, organizacional e financeiro nos escritórios. “Os impactos diários são perceptíveis, como a impossibilidade do cumprimento de prazos antecipado, o retorno imediato ao cliente, a dificuldade no retorno financeiro dos contratos. Aliás, a dificuldade em precificar os honorários continua presente no dia a dia do advogado”.

A devida organização da equipe, assim como a compreensão de precificação dos honorários diretamente conectados à prestação do serviço, são também pontos em construção no mercado jurídico e desafios da gestão.

Com planejamento, a advogada analisa que a manutenção dos clientes ativos pode ser gerida juntamente com o controle, quantificando a demanda, o que resulta à equipe de gestão, como tomar a melhor decisão. “Decisões podem ser embasadas no reajuste de honorários, contatos frequentes com o cliente, envio de relatórios, prestação de contas, garantindo a sustentabilidade do escritório e de seu crescimento”.

A falta das ações acima é traduzida em um contrato provavelmente arquivado, impossibilitando a equipe de dimensionar os efeitos disso na demanda. “A primeira pergunta será a seguinte: devo contratar um advogado ou um estagiário? Sem a quantificação desses dados, é impossível concluir esse questionamento”.

 Kamille Ziliotto

 

(Por Alessandro Manfredini)

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